AMOR
A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e alimentar as estimulações sensoriais e psicológicas necessárias para a sua manutenção e motivação.
Fala-se do amor das mais diversas formas: amor físico, amor platônico, amor materno, amor a Deus, amor à vida. É o tipo de amor que tem relação com o caráter da própria pessoa e a motiva a amar (no sentido de querer bem e agir em prol).
As muitas dificuldades que essa diversidade de termos oferece, em conjunto à suposta unidade de significado, ocorrem não só nos idiomas modernos, mas também no grego e no letim. O grego possui outras palavras para amor, cada qual denotando um sentido específico. No latim encontramos amor, dilectio, charitas, bem como Eros, quando se refere ao amor personificado numa deidade.
Amar também tem o sentido de gostar muito, sendo assim possível amar qualquer ser vivo ou objeto.
PAIXÃO
A paixão é um sentimento de ampliação patológica do amor. Na paixão, o enamorado projeta a sua personalidade no ser amado e se perde nele, como se aquele fosse um pedaço seu que foi embora. O acometido de paixão perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele. É um sentimento doloroso e patológico, porque, via de regra, o indivíduo perde a sua individualidade, a sua identidade e o seu poder de reciocínio.
A paixão se percebe pelo jeito do beijo. Pelo tipo de abraço. E agora também pelas moléculas. Essas demostrações de atração intensa são reguladas por um hormônio chamado Neutrofina.
O sentimento exacerbado entre duas pessoas de sexo oposto, é um exemplo de uma paixão, não é necessário ter dinheiro para comprar o dom de se apaixonar por outro. O ser humano já nasce com essa capacidade. O homem ou mulher mais simples, com qualidade de condições de vida questionáveis, pode ter o mesmo êxtase que alguém bem situado na sociedade, importante, com boa graduação, com excelente relacionamento interpessoal, com realização amorosa e realização de vida. Uma pessoa apaixonada é feliz quando conquista sua paixão, a outra pessoa pela qual está apaixonada. A paixão completamente correspondida causa grandiosa felicidade e satisfação ao apaixonado. O apaixonado só consegue ser feliz ao conseguir o objeto de sua paixão. A paixão não correspondida causa imensurável tristeza, podendo motivar o apaixonado a acabar com a proópria vida. A pessoa apaixonada não correspondido estará, geralmente, deprimida e triste.
Todavia, existem pesquisas científicas nesse âmbito, que mostram que a paixão, apesar de intensa e arrebatadora, é um sentimento passageiro. Estima-se que a mesma não dure por mais de quatro anos. Adolescentes estão mais sujeitos a apaixonarem-se, devido ao pouco conhecimento de mundo entre outras coisas, o que não significa que pessoas de maior idade não estejam passíveis de tal sentimento. O que ocorre é que a pessoa adulta, por ter maior conhecimento de mundo, por ter vivenciado maiores experiências, não estará tão sujeita a perder a razão e deixar-se dominar pelo peso do sentimento. Mas isso não é, necessariamente, uma regra.
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